segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Blogs Corporativos

O fenômeno dos blogs invadiu a internet nos últimos anos. Se você não acompanhou, é melhor começar a entender sobre eles e manter seus olhos abertos. Por quê? Porque os blogs começam a chegar ao mundo corporativo e esta é uma realidade que nenhuma empresa pode se dar ao luxo de ignorar.
Mas afinal, o que é um blog? E o que é um blog corporativo?
Para entender o segundo, é preciso entender o primeiro:
Blogs (weblogs) são comumente descritos como diários eletrônicos publicados na web. Esta descrição é restrita e esconde o real potencial e a real importância dos blogs. Existem muitos tipos de blogs, desde diários pessoais, onde a interação se limita a um pequeno número de pessoas, a blogs escritos por formadores de opinião, especialistas em determinadas áreas, jornalistas, blogs com finalidades educacionais, etc. A força dos blogs está em possibilitar que qualquer pessoa, sem nenhum conhecimento técnico, publique suas idéias e opiniões na web e que milhões de outras pessoas publiquem comentários sobre o que foi escrito, criando um grande debate aberto a todos.
Antes dos blogs, a web era descrita como uma biblioteca. Os websites publicavam informações que podiam ser consultadas por qualquer pessoa com acesso a uma conexão de internet. O boom dos blogs deu à web um caráter mais dinâmico, trazendo uma mudança fundamental: ela deixa de ser apenas uma biblioteca para se transformar numa grande e ativa conversação global. Com o crescente número de pessoas lendo, escrevendo e comentando, vamos ampliando a interação entre aqueles que passam a ter uma voz ativa através dos blogs. Aos poucos deixamos de ser passivos consumidores de informação e passamos a interagir ativamente. É um fenômeno de democratização ao acesso e publicação de informações. Nunca nenhuma mídia ofereceu tanto espaço e visibilidade a pessoas comuns e, por si só, este fenômeno sem precedentes não pode ser ignorado. Os impactos diversos já são sentidos em diferentes áreas.
Esta explosão dos blogs é confirmada em números através de relatórios postados pela empresa Technorati – que rastreia o que está sendo publicado na blogosfera (“mundo dos blogs”) e acompanha o crescimento dos blogs no mundo todo. Em um relatório de fevereiro de 2006, a empresa afirma que:
1) Rastreia hoje mais de 27.2 milhões de blogs, 1.2 milhões de posts diários;
aproximadamente 50.000 por hora;
2) A blogosfera dobra de tamanho a cada 5 meses e meio;
3) A blogosfera é hoje 60 vezes maior do que era há 3 anos;
4) Em media, um blog é criado a cada segundo do dia;
5) 13.7 milhões de bloggers continuam postando 3 meses depois da criação de seus blogs.

As conversas, idéias e opiniões que se dão através dos blogs podem facilmente se tornar virais e atingir um enorme número de pessoas em um curto espaço de tempo. São milhões de “blogueiros” opinando sobre notícias, acontecimentos, produtos e serviços, entretenimento, etc. Eles podem estar falando sobre sua empresa, interagindo com seus funcionários, discutindo sobre seus produtos e avaliando seu atendimento, relatando experiências pessoais boas ou ruins, contando suas frustrações ou elogiando sua área de atendimento ao cliente. Estas opiniões certamente atingem a imagem que os leitores formam sobre sua empresa e seus produtos e influencia decisões de compra, no melhor estilo “boca-a-boca” virtual – com força e um alto nível de credibilidade. E este é apenas um aspecto da importância dos blogs e seu impacto no mundo corporativo.
Todas estas vozes podem ser encaradas como um problema ou como oportunidades. Desde que você esteja atento a elas, não as ignore, porque elas certamente não irão embora de repente. É uma nova realidade que veio para ficar e, com ela, a necessidade das empresas se adaptarem.
E o que é um blog corporativo?
Quando se fala em blogs corporativos, pensamos logo na definição padrão: é um canal que a empresa abre aos seus consumidores para ter uma conversa bilateral e mais informal com eles. Mas é só isso? Não. No mundo corporativo esta ferramenta pode ser explorada de diversas formas diferentes. Do ponto de vista de negócios, há potencialmente inúmeras razões para se ter um – ou vários blogs.
Embora não haja nenhuma classificação formal, pode-se dizer que, basicamente, blogs corporativos podem ser divididos entre externos ou internos:
Blogs externos são aqueles que a empresa publica para acesso de qualquer pessoa na internet. Estes blogs têm propósitos de interação externa, seja como canal de comunicação, como iniciativa de reforço de marca, feedback para desenvolvimento de produtos, gerenciamento de crises, relações públicas e relacionamento com a mídia, posicionamento estratégico e assim por diante.
Blogs internos são aqueles que a empresa utiliza como ferramenta de interação entre os funcionários, como por exemplo: comunicação interna, base e gerenciamento de conhecimento, acompanhamento de projetos e colaboração interna, integração e reforço de iniciativas de recursos humanos, etc.
Para o propósito deste artigo, vamos abordar os blogs externos.
Definir sua estratégia ou o tipo de blog de que sua empresa mais poderá se beneficiar, depende da definição dos seus objetivos. Isso é fundamental. Nenhuma empresa deve criar um blog somente porque alguém disse que blogs são o novo “hype”. Entrar neste universo desconhecido pode ser difícil sem a assessoria adequada. Contar com o expertise de uma empresa especializada pode fazer toda a diferença, não só na definição de metas e estratégias, mas também na implementação, manutenção e mensuração de resultados do seu blog.
A criação de um blog pressupõe comprometimentos por parte da empresa. A definição de quem – ou qual departamento - será responsável pela publicação e manutenção do blog é crítica. Lentamente as empresas estão começando a criar cargos e/ou departamentos exclusivamente para este propósito. E este é um bom investimento. Se sua empresa terá um blog, é importante que as pessoas responsáveis por ele saibam o que estão fazendo e conheçam sua empresa e seus objetivos o suficiente para falar em seu nome. Que compreendam a dinâmica da “blogosfera” e estejam preparadas para lidar com o dia-a-dia de um blog, mostrando segurança, transparência e conhecimento.
Na prática, o dia-a-dia de um blog é um crescente aprendizado. A cada dia que passa, torna-se mais palpável a localização dos assuntos que trazem mais retorno, que promovem mais – e melhores – discussões, que têm maior impacto nos seus objetivos. O termômetro destes resultados não é somente a quantidade e a qualidade dos comentários deixados no blog. São também as citações, referências e links que vão aparecer na blogosfera em resposta ao que é postado no seu blog. Monitorar e mensurar este retorno é também uma parte fundamental de se ter blog corporativo.
Também parte importante desta atividade é definir os assuntos que serão abordados, a linguagem que será utilizada (por definição, blogs usam uma linguagem informal), políticas sobre como responder aos comentários (e se serão ou não moderados), como abordar e lidar com as coisas que serão escritas sobre sua empresa. Todas estas definições podem ser feitas com a ajuda da empresa que estiver lhe assessorando.
Esteja sempre aberto às infinitas possibilidades que um blog corporativo pode lhe oferecer. E fique atento, seus concorrentes logo estarão conversando com o seu mercado. Agora que você já sabe o que é um blog corporativo, o quanto antes acordar para esta nova realidade, mais cedo você poderá se beneficiar deles.




Fonte: http://www.sinestesia.co.uk/blog/?page_id=501

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Curso de tecnólogo não assegura registro e exercício da função de jornalista


22.10.2007 - A abertura de inscrições, pela Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), para um curso de Comunicação Institucional, gerou preocupações entre jornalistas, que encaminharam o caso para a FENAJ. A Federação alerta que cursos seqüenciais, ou de tecnólogos, não dão direito a registro profissional de jornalista nem de exercício de funções jornalísticas.Uma matéria publicada no Portal Imprensa, no dia 17 de outubro, expôs dados sobre a abertura do curso da Unicid. Com duração de dois anos, o curso traz em sua grade os módulos “Comunicação e Sociedade”, “Assessoria de Imprensa”, “Gestão Estratégica de Comunicação Interna” e “Gestão de Comunicação Externa”. No site da Unicid consta que todos os seus cursos são reconhecidos pelo MEC.“Vamos novamente alertar o MEC sobre os problemas que a abertura deste tipo de curso, sem os devidos esclarecimentos, pode causar”, diz o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. Ele resgatou a frustração de estudantes de um curso semelhante em Imperatriz, no Maranhão, tiveram. “Tentaram obter o registro de jornalista e tiveram seu pedido negado pela DRT”, lembra.Murillo considera que a abertura e divulgação de cursos de curta duração induzindo os interessados a acreditarem que poderão exercer funções privativas de jornalista constitui fraude. Segundo ele, as “promessas” de capacitação para exercer funções no mercado de trabalho são enganosas: “uma das funções consagradas como de jornalistas é a assessoria de imprensa. Por isso várias ações tramitam na Justiça em função de que muitos exercem irregularmente a atividade”.

Fonte: FENAJ - Federação Nacional dos Jornalistas
http://www.sincosindicato.org.br/

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Brasil entra para o clube dos dez em tecnologia

Conhecida como a rainha da web em Wall Street, a analista Mary Meecker, do banco Morgan Stanley, é talvez a única das grandes analistas financeiras que conseguiu sobreviver ao estouro da bolha da web no começo do século 21.

Tanto sobrevive que todos os anos Meecker é uma das convidadas mais aguardadas do encontro anual sobre a web 2.0 que acontece até sexta-feira (19/10) em São Francisco, na Califórnia.

Porque é ela quem traz mais informação. Nesta quinta-feira pela manhã (18/10) Meecker deslizou por 48 slides em 15 minutos de múltiplos dados e novidades.

Anunciou que o Brasil – junto com a China, a Índia e a Rússia – ganha terreno na área de tecnologia, mídia e telecomunicações (TMT).

Em 2004 o País não aparecia entre os dez primeiros da lista de peso relativo em TMT da Morgan Stanley. No ano passado surgiu em oitavo lugar.

Em 2004 a lista era assim:

1. EUA, 9,0
2. China, 8,2
3. Japão, 6,5
4. Alemanha, 5,7
5. Reino Unido, 5,5
6. Índia, 5,3
7. França, 5,2
8. Itália, 5,2
9. Coréía do Sul, 5,1
10. Canadá, 5,1


Em 2006 o índice ficou assim:

1. EUA, 8,7
2. China, 8,7
3. Japão, 6,3
4. Alemanha, 5,7
5. Índia, 5.5
6. Reino Unido, 5,4
7. França, 5,3
8. Brasil, 5,3
9. Rússia, 5,3
10. Itália, 5,2

Esse índice usa o banco de dados da Morgan Stanley sobre o mercado mundial de TMT (Tecnologia, Mídia e Telecomunicações) e que cobre o mercado de produtos e de serviços. Mede seu tamanho com base nas taxas de crescimento dos seguintes dados de cada país: PIB per capita, linhas telefônicas; assinante de cabo, PCs instalados; telefones celulares em uso; usuários de Internet e tomadores de crédito. Calcula-se o passado, o presente e o potencial do mercado global.

Tendências tecnológicas segundo Mary Meecker:

A rainha de Wall Street também apontou as atuais tendências na tecnologia, nesta ordem:

- A performance das ações de empresas de tecnologia nas bolsas reflete fortemente as expectativas futuras.
- A demanda de aparelhos com internet integrada a eles é muito forte por parte dos consumidores.
- Aceleram-se as inovações em produtos sem fio.
- Continua crescendo a necessidade de espaço para armazenar dados.
- O crescimento dos Data Centers é robusto.
- Mercados emergentes entram no ritmo de adoção das novas tecnologias.
- As empresas podem estar largando mão do atual ritmo de compras.
- A recessão (ou recessões) poderá se tornar um potencial desafio

Ela se perguntou se a web 2.0 vai continuar dirigindo o crescimento da internet.

Usou uma declaração de John Chambers, presidente da Cisco, para responder a si mesma:

“A nova onda de ganhos de produtividade das empresas deverá ser estimulada pelas ferramentas colaborativas que utilizam a rede como plataforma para permitir aos usuários ligar qualquer dispositivo a qualquer conteúdo em qualquer combinação de redes”.

Tendências da internet, conforme Mary Meecker:

- Forte crescimento de usuários de internet; crescimento mais rápido nos mercados fora dos EUA.
- Forte crescimento de banda larga - com mais capacidade na rede.
- Os sites de busca continuam a melhorar enquanto ferramenta de acesso a conteúdos.
- Ganho de participação de mercado dos produtos on line [nova mídia] contra os produtos off line [velha mídia] – grandes mercados a explorar.
- Guerra de aquisições crescente, fusões e aquisições de negócios emergentes.
- Alto nível da Web 2.0 continuará atraente.
- Momento do Software como Serviço (SaaS).
- Ganham impulso aparelhos novos com internet integrada.

Características da internet em alguns países, na lista de Mary Meecker:

- Brasil e Coréia do Sul são fortes em redes sociais, sites comunitários.
- Reino Unido é forte em publicidade on line.
- Alemanha forte em comércio eletrônico.
- China forte em games on line.
- Coréia do Sul forte em banda larga.
- Japão é forte no uso do celular como meio de pagamento.
- Filipinas forte em microtransações via SMS [mensagens por celulares]


Fonte: http://z003.ig.com.br/ig/36/03/104707/blig/tecnologia/2007_10.html#post_18980003

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Aqui vai uma interessante sugestão de leitura que nos mostra como deve ser elaborado um plano de comunicação para a implementação de serviços de intranet para melhorar a comunicação interna de uma empresa. O foco fundamental é a importância da elaboração de um plano em conjunto, do qual todos os envolvidos tenham conhecimento do que está ocorrendo, desde o dia em que o projeto do plano foi aceito, e não um dia antes de entrar em vigor.
No site http://www.intranetportal.com.br/ há mais informações interessantes sobre portais corporativos.

Plano de Comunicação: um aliado de peso

Na fase de Planejamento, contar com um plano que forme e informe é fundamental para o sucesso de qualquer iniciativa de portal corporativo.

O Plano de Comunicação é um forte aliado das etapas que compõem o caminho até a implantação da intranet/portal corporativo em qualquer empresa, independentemente do porte e do segmento de atuação.

Vale ressaltar que não estamos falando de um Plano de Comunicação para a empresa como um todo - aquele que embasa suas relações com o mundo exterior. Aqui, o foco é a criação de um plano voltado para apoiar o trabalho de reformulação ou implantação de um portal corporativo - é, portanto, um plano para o projeto, bem específico.

Contudo, raríssimos são os casos em que um plano desses contempla as fases anteriores ao lançamento para os funcionários. No máximo, alguns teasers são veiculados pelos diversos canais de comunicação que a empresa mantém para avisar que, em breve, haverá "uma nova forma de trabalho no ar" (essa é clássica!).

Já estive envolvido em projetos de portais corporativos em que, no final de semana anterior ao lançamento, uma enorme equipe praticamente dormiu no local de trabalho, preparando "a grande surpresa" que fariam para os funcionários, na segunda pela manhã. Ficou lindo. Balões nos mouses, adesivos do chão até os espelhos do banheiro, proteções de tela instaladas em todos os micros, folders apresentando a intranet em cima de cada mesa. Um primor de ação promocional - o problema é que, no fundo, não passou disso.

Além da plástica, é preciso estratégia, envolvimento e comprometimento. No caso citado, a tal intranet perdeu o interesse dos funcionários em poucos meses, justamente por não estar alinhada a esses objetivos maiores. Para resgatar a audiência, a empresa reviu todo o planejamento e trabalhou nos pontos fracos certo? Claro que não, né! Mas aprovou outra mega campanha, com direito a sorteios e brindes instantâneos, para delírio da agência de publicidade...

Como contraponto, a única peça elaborada para o lançamento de outra intranet de que participei foi um folhetinho simples, duas cores, impresso em gráfica rápida. Não foi por falta de verba, pois trata-se de uma multinacional que está entre as maiores do mundo no seu mercado de atuação. A diferença é que, desde o primeiro momento, a empresa comunicou a todos os funcionários sobre o desenvolvimento da intranet. Na verdade, informou e formou, pois não existia cultura alguma de intranet por lá. O resultado? Ela é reconhecida como suporte fundamental aos negócios da empresa e o número de acessos se mantém impressionante sob qualquer parâmetro de análise.


  • A COMUNICAÇÃO E A FASE DE PLANEJAMENTO

Para simplificar, vamos partir do princípio que, ao começar a desenvolver uma intranet/portal corporativo, uma empresa terá que incluir ao menos três grandes etapas na fase de planejamento: sensibilização, diagnóstico e o planejamento evolutivo propriamente dito. Reforço que esta abordagem tem um caráter didático, pois novas etapas podem ser acrescentadas de acordo com as necessidades específicas da corporação.

A etapa de sensibilização consiste em demonstrar para todos o que é uma intranet/portal corporativo e como poderá ser útil nas atividades dos funcionários e nos negócios da empresa. Afinal, estamos falando em um sistema muito novo, portanto praticamente desconhecido da maioria. Nunca é demais lembrar que não estamos falando de um assunto badalado na mídia, nem mesmo na especializada. Portanto, na sensibilização é melhor sempre partir do pressuposto de que ninguém sabe direito o que é essa tal de intranet/portal corporativo para começar do zero.

A função do plano de comunicação na etapa de sensibilização é muito mais formar do que informar. As ações planejadas devem privilegiar a educação dos funcionários para os benefícios da intranet/portal corporativo. Fazendo isso, a resistência inicial será diluída aos poucos. Lembre-se de que o ser humano tem medo do novo e do desconhecido. Como você imagina que os funcionários daquela empresa reagiram, quando chegaram para trabalhar na segunda pela manhã e deram de cara com aquela decoração toda? No primeiro momento, com certeza, prevaleceu a curiosidade e a surpresa, mas em pouco tempo a sensação de que a intranet era mais uma coisa para atrapalhar foi muito forte.

Na etapa seguinte, a de diagnóstico, a falta de uma estratégia de comunicação é ainda mais crítica. As atividades geralmente desenvolvidas incluem entrevistas, questionários, análise documental e observação direta. Imagine a reação de alguém que vá ser entrevistado, por exemplo, sem saber ao certo o que o entrevistador está fazendo ali e para quê? A insegurança é imediata, levando a coisa paro lado da espionagem, descoberta de erros, etc. Caso a pessoa envolvida no diagnóstico tenha essa percepção, não existe milagre que possa ser feito para assegurar a qualidade do levantamento.

Eu também defendo que, na fase do diagnóstico, a empresa deve solidificar um canal de comunicação com todos os funcionários. É irreal supor que será possível ouvir todo mundo durante o levantamento de informações. Geralmente pessoas-chave são indicadas e, no máximo, uma amostragem de funcionários. Ao estabelecer um canal de comunicação para que todos possam contribuir, a empresa enriquece enormemente a qualidade das informações, além de despertar o sentimento de propriedade nos funcionários.

Por fim, no planejamento evolutivo, é recomendável juntar ambas as linhas anteriormente desenvolvidas: formação e informação. Nunca pare de orientar os funcionários sobre os propósitos da intranet/portal corporativo. Reforce conceitos sempre que necessário. Ao mesmo tempo, informe-os sobre tudo o que está acontecendo, notícias boas e más também, pois transparência é um princípio básico.

Ao elaborar um plano de comunicação com os princípios que citei, com certeza você terá uma ferramenta de suporte concreta à difícil e complexa iniciativa de implantar uma intranet/portal corporativo. Portanto, o plano de comunicação não é uma tarefa acessória, mas sim um elemento-chave para o sucesso de todo o projeto.




terça-feira, 2 de outubro de 2007

Plano de Comunicação

Plano de Comunicação Social

O Plano de Comunicação Social é um documento escrito que tem o objetivo e a função de estruturar concretamente as principais idéias e opções para todas as atividades futuras da Assessoria de Imprensa. Esse plano se constitui numa resposta às necessidades do assessorado com as atitudes que corriqueiramente deverão ser implantadas. O Plano tem duas funções relevantes:

  • 1) Avaliar as atividades de Comunicação na teia midiática nos seus aspectos técnico, mercadológico, organizacional, financeiro e jurídico;
  • 2) Avaliar a evolução das atividades ao longo de sua implantação, possibilitando alternativas de correção.

A elaboração do Plano de Comunicação Social é responsabilidade da Assessoria de Comunicação.


Planejamento de Comunicação Social

O Planejamento de Comunicação Social é a materialização do Plano por meio do seu detalhamento, envolvendo os seguintes aspectos:

  • sazonalidade
  • efeitos da economia
  • controles legais e governamentais
  • presença ou ausência de monopólios
  • fatores de retração ou estagnação no contexto social e econômico (histórico)

A elaboração do Planejamento de Comunicação Social é responsabilidade da Assessoria de Comunicação.

O Planejamento é dividido em quatro etapas:

  • Análise (conhecimento pelo assessor das particularidades do assessorado e do contexto)
  • Adaptação (ajusta as previsões do plano a realidade)
  • Ativação
  • Avaliação

Análise é o momento de verificar possíveis falhas e problemas da informação e seu tratamento no contexto comunicativo. A Adaptação é o momento em que se utiliza o que foi obtido na análise para ajustar à realidade detectada as projeções de ação do Plano de Comunicação Social, verificando particularidades do Plano. Ativação coloca em prática as diversas etapas das propostas e determinações do Planejamento, em seqüência ou ao mesmo tempo, criando e/ou modificando produtos comunicacionais — é botar a banda na rua. Avaliação é um estudo de resultados e tentativa de previsão de conseqüências a médio e longo prazo dos produtos utilizados na ativação, buscando constatar se foram ou não adequados aos objetivos propostos.

Estratégias de Comunicação Social

As Estratégias são ações adotadas ordinariamente ou extraordinariamente, baseadas nas conclusões do Planejamento e nas proposições do Plano, para a construção dos produtos midiáticos que atendam às necessidades do assessorado. Estratégia é escolher realmente o que fazer, como fazer e quando fazer.

A elaboração das Estratégias de Comunicação Social e sua implementação é responsabilidade das subdivisões Relações Públicas, Assessoria de Imprensa, Publicidade & Propaganda ou Produção em Comunicação e Cultura. Os profissionais destas áreas é que vão lidar direta e cotidianamente com as atividades de assessoria.

Fatores de Implementação: (aspectos a considerar para colocar o Planejamento em prática)

  • 1. Conhecimento do ramo
  • 2. Rastreamento do ambiente de concorrência
  • 3. Rastreamento do mercado consumidor
  • 4. Rastreamento do mercado fornecedor
  • 5. Definição dos produtos de Comunicação
  • 6. Análise do “meio ambiente” no qual o assessorado está inserido
  • 7. Busca dos princípios de Marketing
  • 8. Detalhamento do processo operacional dos produtos de Comunicação
  • 9. Projeção dos resultados dos produtos de Comunicação
  • 10. Projeção das vinculações pessoais quanto aos produtos de Comunicação
  • 11. Análise financeira dos produtos de Comunicação


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Assessoria_de_comunica%C3%A7%C3%A3o